Presente em cada vez mais veículos, o sistema start-stop ainda gera muitas dúvidas entre motoristas. Uma das perguntas mais comuns é: o motor liga da mesma forma ao sair da garagem e ao religar automaticamente no trânsito?
A resposta é não. Apesar de o movimento parecer simples para quem está ao volante, o processo de religamento no start-stop é bem diferente de uma partida convencional.
Entender essa diferença ajuda a esclarecer por que o sistema não prejudica o motor quando está funcionando corretamente e por que alguns componentes são mais reforçados em carros equipados com essa tecnologia.
O que acontece em uma partida “do zero”
Na partida tradicional, quando o carro está totalmente desligado:
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o motor de arranque entra em ação;
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a bateria fornece alta corrente;
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o motor gira até atingir rotação suficiente para combustão estável;
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sistemas como injeção, ignição e gerenciamento eletrônico passam do estado inativo para o ativo.
Esse processo exige mais esforço do conjunto elétrico e mecânico, principalmente da bateria e do motor de partida, pois tudo parte do repouso absoluto.
O que muda no religamento com start-stop
No sistema start-stop, o cenário é completamente diferente. Quando o motor é desligado em um semáforo ou congestionamento:
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vários sistemas permanecem energizados;
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sensores continuam monitorando temperatura, posição do virabrequim e pressão;
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o motor para em um ponto estratégico para facilitar o próximo giro.
No momento do religamento, o sistema eletrônico já “sabe” exatamente a posição do motor e injeta combustível no instante ideal. Isso permite uma partida muito mais rápida, suave e eficiente do que a tradicional.
Em muitos casos, o motor nem chega a girar tanto quanto em uma partida comum, o que reduz vibrações e melhora o conforto do motorista.
Componentes reforçados fazem toda a diferença
Para suportar esse funcionamento repetitivo, os veículos com start-stop utilizam componentes específicos:
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baterias reforçadas (EFB ou AGM), projetadas para ciclos frequentes;
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motores de arranque mais resistentes ou, em alguns modelos, alternadores reversíveis;
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gerenciamento eletrônico avançado, que decide quando desligar ou religar o motor com base em múltiplas variáveis.
Isso explica por que o sistema não pode ser comparado a desligar e ligar o carro manualmente várias vezes ao dia.
O sistema prejudica o motor?
Quando está funcionando corretamente e com manutenção adequada, não. O start-stop foi projetado justamente para reduzir consumo de combustível e emissões sem comprometer a durabilidade do motor.
Problemas costumam surgir quando:
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a bateria não é do tipo correto;
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sensores estão com falhas;
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o sistema elétrico não está em boas condições.
Nesses casos, o sistema pode ser desativado automaticamente pelo próprio carro como medida de proteção.
Entender o funcionamento ajuda a preservar o veículo
O start-stop não trata o religamento no trânsito como uma simples “partida do zero”. Ele utiliza inteligência eletrônica e componentes reforçados para garantir eficiência, conforto e segurança.
Compreender essa diferença ajuda o motorista a usar o sistema com mais confiança e a reconhecer quando algo não está funcionando como deveria, evitando diagnósticos errados e intervenções desnecessárias.
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(Quatro Rodas – auto serviço)
