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Agente de trânsito realizando fiscalização com etilômetro novas regras do Contran para bafômetro e drogômetro no Brasil

Lei Seca: entenda tudo que muda no teste do bafômetro e do drogômetro

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou uma nova regulamentação para a fiscalização da Lei Seca em todo o Brasil. As regras atualizam procedimentos que estavam em vigor desde 2013, unificando diretrizes que já eram adotadas isoladamente em estados como Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, além de ações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Entre as principais mudanças estão a criação formal de uma etapa de triagem antes do teste comprobatório, a previsão de repetição do teste para descartar resíduos de álcool na boca, a regulamentação dos dispositivos de detecção de outras substâncias psicoativas e a proibição da dupla autuação em caso de recusa. As punições previstas na Lei Seca, porém, continuam rigorosamente iguais. A resolução não cria novas infrações e mantém as penalidades já estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O Que Muda na Fiscalização do Álcool: A Nova Etapa de Triagem O etilômetro, popularmente conhecido como bafômetro, continua sendo o equipamento definitivo nas fiscalizações. A principal novidade prática é a criação de uma etapa de triagem. Nela, os agentes de trânsito podem utilizar um pré-teste ou teste passivo de alcoolemia para verificar rapidamente se há indícios da presença de álcool: Caráter orientativo: Esse primeiro teste rápido possui caráter estritamente orientativo. Mesmo que indique a presença de álcool, o resultado isolado não gera multa e nem comprova por si só que o motorista dirigia sob influência. Procedimento comprobatório: Havendo indicação positiva nessa triagem inicial, a fiscalização deve obrigatoriamente seguir para os procedimentos comprobatórios oficiais previstos na regulamentação. Comer Bombom de Licor ou Pão de Forma Dá Multa? Não automaticamente. Evitar esse tipo de situação injusta é justamente um dos objetivos das novas regras. Certos produtos conseguem deixar resíduos temporários de álcool na cavidade bucal, provocando uma leitura positiva momentânea no bafômetro. Entre os exemplos clássicos estão os bombons de licor, enxaguantes bucais e até mesmo o pão de forma, um caso que chegou a viralizar na internet. Para contornar isso, a nova regulamentação prevê obrigatoriamente uma nova medição sempre que houver fator técnico ou operacional capaz de comprometer a validade do resultado, permitindo descartar a presença de álcool residual no trato respiratório superior. Portanto, uma indicação positiva após ingerir um desses alimentos não significa punição automática. O princípio da tolerância zero para o álcool ao volante continua firme, respeitando as margens técnicas dos equipamentos previstos na legislação. ( Alt text: Dispositivo de triagem passiva de alcoolemia em blitz de trânsito — fiscalização preventiva da Lei Seca ) O Drogômetro: Como Funciona o Teste para Outras Substâncias A nova resolução regulamenta expressamente a utilização de equipamentos focados em identificar a presença de outras substâncias psicoativas no organismo dos motoristas, os chamados drogômetros. Como funcionam: Auxiliam a fiscalização durante a abordagem no trânsito, identificando vestígios de substâncias naqueles contextos específicos (diferindo completamente do exame toxicológico de larga janela de detecção exigido em outras situações pelo CTB). Requisitos técnicos: Os dispositivos devem cumprir requisitos rigorosos e possuir certificação no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), por organismo acreditado pelo Inmetro. Eles identificam a substância presente, e não a concentração exata. Critério de autuação: A identificação de vestígios de forma isolada não resulta automaticamente em multa. A fiscalização precisa verificar e registrar ao menos dois sinais claros de alteração da capacidade psicomotora do motorista. O Que Muda em Acidentes Fatais? As novas regras também alteram os protocolos adotados após sinistros de trânsito. Os condutores envolvidos devem ser fiscalizados para o consumo de álcool e outras substâncias sempre que possível. No entanto, nos casos em que houver vítimas fatais (morte), a realização dos exames passa a ser de caráter obrigatório. Recusa ao Bafômetro e o Fim da Dupla Autuação Continuar recusando o teste do bafômetro é uma infração gravíssima, punida com multa de R$2.934,70 (dez vezes o valor base), suspensão da CNH por 12 meses e retenção do veículo até a apresentação de um condutor habilitado. Em caso de reincidência no período de um ano, o valor da multa dobra para R$5.869,40. A grande novidade protetiva para o motorista é que a nova regulamentação impede a dupla autuação na mesma abordagem. Ou seja, o condutor não poderá ser multado simultaneamente por dirigir sob influência e por se recusar a realizar o procedimento comprobatório. Perguntas Frequentes sobre as Novas Regras da Lei Seca O pré-teste (triagem) do bafômetro pode gerar multa sozinho? Não. O teste de triagem possui caráter puramente orientativo e serve apenas para indicar a necessidade de realizar o teste comprobatório oficial. O drogômetro é igual ao exame toxicológico de larga janela? Não. O exame toxicológico avalia períodos longos anteriores, enquanto o drogômetro auxilia a fiscalização na abordagem imediata para detectar o uso recente de substâncias psicoativas. As multas e penalidades da Lei Seca aumentaram com a nova norma? Não. O texto atualiza unicamente os procedimentos operacionais de fiscalização e etapas de checagem, mantendo inalteradas as infrações e os valores das penalidades previstas no CTB. Conduza com Segurança e Responsabilidade As atualizações nas regras de fiscalização buscam padronizar e dar maior segurança jurídica e técnica às blitze em todo o território nacional. Na Bono Pneus, defendemos um trânsito consciente e seguro para todos. Mantenha seu veículo em ordem e priorize sempre a responsabilidade ao dirigir. Encontre a unidade Bono Pneus mais próxima de você e agende sua revisão preventiva → (Fonte: https://autoesporte.globo.com/servicos/noticia/2026/08/lei-seca-tudo-muda-teste-bafometro-drogometro.ghtml )

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Checklist de Segurança: 7 Itens para Verificar no Carro no Dia Nacional do Trânsito

25 de setembro é o Dia Nacional do Trânsito, uma data criada para lembrar que o trânsito seguro começa com comportamento responsável. Mas comportamento responsável também inclui garantir que o veículo esteja em condições de responder com precisão quando você precisar. A maioria dos acidentes de trânsito tem causas humanas. No entanto, uma parcela significativa envolve falhas mecânicas que poderiam ter sido identificadas e corrigidas antes como um pneu careca que não drena a água da chuva, um freio desgastado que não para a tempo ou palhetas que falham na tempestade. Este checklist é curto, direto e pode ser feito em qualquer ordem. Se qualquer um dos itens não passar na verificação, vale uma visita à Bono Pneus antes de continuar rodando. Item 1 — Pneus: Sulco, Pressão e Estado Visual O que verificar: A profundidade dos sulcos (o mínimo legal é de 1,6 mm, mas o ideal para segurança é acima de 3 mm), a calibração de todos os pneus incluindo o estepe, além da presença de trincas ou bolhas na lateral. Como verificar rapidamente: Use o indicador TWI (Tread Wear Indicator) no fundo do sulco do pneu. Se a banda de rodagem estiver nivelada com essas pequenas elevações, o pneu atingiu o limite. Para a pressão correta, consulte a etiqueta afixada na coluna da porta do motorista. Por que importa: Um pneu careca em pista molhada perde aderência e sofre aquaplanagem em velocidades acima de 70 km/h. Pneus descalibrados elevam o consumo de combustíveis e reduzem a estabilidade nas curvas. Item 2 — Freios: Chiado, Pedal e Comportamento O que verificar: Sons agudos de chiado ao frear, pedal com curso excessivamente longo (“esponjoso”) ou a tendência de o veículo puxar para um dos lados durante a frenagem. Como verificar rapidamente: Em uma via segura e sem tráfego, faça uma frenagem moderada e sinta a resposta do veículo. O pedal precisa estar firme, a desaceleração deve ser progressiva e o carro não pode desviar da trajetória. Por que importa: Em dias chuvosos, a distância de frenagem aumenta naturalmente. Pastilhas desgastadas ampliam perigosamente essa distância. Item 3 — Palhetas do Limpador de Para-brisa O que verificar: Se o sistema limpa o vidro de forma uniforme, sem deixar listras, névoas ou áreas secas. Como verificar rapidamente: Acione o esguicho com o limpador ligado sobre o vidro molhado. Ruídos de borracha raspando ou riscos horizontais indicam que o elemento de borracha ressecou e precisa ser substituído. Por que importa: Com a chegada de períodos chuvosos, uma visibilidade ruim compromete o tempo de reação diante de imprevistos na pista. Item 4 — Faróis, Lanternas e Sinalização O que verificar: O funcionamento dos faróis alto e baixo, lanternas traseiras, luzes de freio e piscas em todos os cantos do veículo. Como verificar rapidamente: Ligue o veículo e dê a volta ao redor checando cada ponto luminoso. Para as luzes de freio traseiras, peça o auxílio de outra pessoa ou aproxime o carro de uma parede reflexiva. Por que importa: Na chuva e na neblina, os faróis servem tanto para iluminar o seu caminho quanto para tornar o seu carro visível aos outros motoristas. Item 5 — Óleo do Motor O que verificar: O nível e a coloração do lubrificante na vareta de medição. Como verificar rapidamente: Com o motor frio e o carro desligado em piso plano, retire a vareta, limpe-a com um pano, insira totalmente e puxe novamente. O filme de óleo deve ficar entre as marcações de mínimo e máximo, com coloração âmbar translúcida (óleos muito escuros e espessos denunciam vencimento). Por que importa: Rodar com o nível abaixo do recomendado gera atrito interno extremo, elevando o risco de fundir o motor. Item 6 — Bateria e Sistema Elétrico O que verificar: Se o motor dá a partida com fluidez (sem demora) e se os acessórios elétricos funcionam perfeitamente, sem corrosão visível nos polos. Como verificar rapidamente: Observe o comportamento do arranque. Baterias com mais de 3 anos de uso contínuo merecem testes preventivos de carga. Por que importa: Em dias chuvosos ou frios, o uso simultâneo de faróis, desembaçador, ar-condicionado e limpadores exige muito mais da bateria, que pode falhar se estiver no limite. Item 7 — Estepe e Equipamentos de Emergência O que verificar: A calibração do pneu reserva (estepe), a integridade do macaco, da chave de roda e a presença do triângulo de sinalização. Como verificar rapidamente: Confira se o estepe está calibrado com cerca de 5 PSI acima dos pneus de uso regular e assegure-se de que as ferramentas estão acessíveis no porta-malas. Por que importa: Passar por um imprevisto na estrada sem ferramentas funcionais ou com o estepe murcho transforma uma simples troca de pneu em uma situação de alto risco no trânsito. Perguntas Frequentes sobre Segurança Veicular Com que frequência fazer o checklist do carro? O checklist completo deve ser executado mensalmente. A pressão dos pneus precisa ser checada semanalmente ou a cada abastecimento, o óleo a cada 1.000 km, e os faróis/palhetas a cada mudança de estação. O que fazer se encontrar algum problema no checklist? Não ignore os alertas. Para itens vitais de segurança como freios, pneus ou faróis danificados, evite rodar até que o conserto seja feito. Nos demais casos, agende a manutenção preventiva o quanto antes. O que é o TWI do pneu? Tread Wear Indicator (Indicador de Desgaste da Banda de Rodagem) são ressaltos de borracha posicionados no fundo dos sulcos. Quando a borracha atinge essa altura, o pneu está no limite legal e precisa ser trocado imediatamente. Posso usar o estepe temporário como um pneu normal? Não. O estepe compacto de emergência foi projetado estritamente para deslocamentos curtos a uma velocidade máxima de 80 km/h até a Bono Pneus mais próxima. Faça a Verificação Completa na Bono Pneus Na Bono Pneus, realizamos a verificação preventiva de pneus, freios e bateria sem a necessidade de agendamento prévio. Neste Dia Nacional do Trânsito, traga o seu veículo e certifique-se de que ele está pronto para rodar com total segurança. Encontre a

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Técnico da Bono inspecionando a junta homocinética e a coifa de proteção em um veículo no elevador + junta homocinética com defeito

Junta Homocinética: O Que É, Sinais de Defeito e Quando Substituir

Existe um som que todo motorista já ouviu falar ou já escutou no próprio carro mas que poucos sabem nomear: o estalo seco e rítmico que aparece ao fazer curvas fechadas, especialmente ao sair de uma vaga de estacionamento ou em retornos. “Tac-tac-tac” conforme a roda gira. É o aviso mais claro de que a junta homocinética está com defeito. A maioria dos motoristas desconhece o nome do componente e o papel que ele desempenha. Mas a junta homocinética é parte fundamental do sistema de transmissão em carros de tração dianteira e quando ela falha progressivamente, o que era um serviço simples pode evoluir para uma perda total de tração. Nesta matéria, explicaremos o que é o componente, qual a importância vital da coifa de proteção, os quatro sinais clássicos de problema e quando realizar a substituição. O Que É a Junta Homocinética e Para Que Serve? Em carros com tração dianteira, as rodas fazem duas coisas ao mesmo tempo: recebem a força do motor para tracionar o veículo e giram para mudar a direção. Isso cria um desafio mecânico: o eixo que transmite a força do motor até a roda precisa se mover junto com a roda quando o motorista vira o volante. A junta homocinética também chamada de junta CV, do inglês Constant Velocity é o componente que resolve esse problema. Ela conecta o eixo de transmissão à roda e permite que a força seja transmitida de forma constante e uniforme mesmo quando o eixo está em ângulo, como acontece em curvas fechadas. Em cada eixo dianteiro existem normalmente duas juntas: a junta interna, próxima ao câmbio, e a junta externa, próxima à roda. A junta externa é a que mais sofre desgaste, pois é ela que trabalha nos ângulos mais extremos durante as manobras e curvas. A Coifa: O Componente de Borracha que Protege Tudo A junta homocinética é lubrificada por uma graxa especial de alta resistência e protegida por uma coifa de borracha uma espécie de sanfona que envolve o conjunto e impede que sujeira, água, lama e agentes abrasivos entrem em contato com as esferas e ranhuras metálicas. Quando a coifa se rompe, seja por envelhecimento natural da borracha, ressecamento ou impacto direto de um detrito na estrada, a graxa escapa e contaminantes passam a circular livremente no interior do mecanismo. Sem a lubrificação adequada e com elementos abrasivos agindo como lixa, a junta começa a se desgastar em ritmo acelerado. O grande perigo é que uma coifa rasgada identificada precocemente pode ser substituída por um custo muito baixo, mas se o motorista ignora o problema, o desgaste da junta avança e exige a troca completa de todo o conjunto. Os 4 Sinais de Junta Homocinética com Defeito O sistema avisa quando a integridade mecânica está comprometida. Fique atento a estes quatro sintomas principais: Sinal 1 — Estalo Seco ao Virar o Volante (“Tac-Tac-Tac”) É o sintoma mais clássico e inconfundível. Um estalo seco e rítmico que surge ao realizar curvas fechadas, manobras de baliza para sair de vagas ou em retornos. O som aumenta de frequência conforme a velocidade da roda aumenta e costuma ser diretamente proporcional ao ângulo da curva. Por que acontece: Às esferas metálicas internas criam micro-impactos ao rolar pelas pistas desgastadas do alojamento. Sinal 2 — Vibração ao Acelerar Vibração sentida diretamente no volante ou no assoalho durante as arrancadas e acelerações. Diferente da vibração de um desbalanceamento de rodas (que ocorre em faixas específicas de velocidade na estrada), a vibração da homocinética aparece no momento em que o torque é aplicado e tende a sumir quando o carro estabiliza a velocidade de cruzeiro. Por que acontece: Geralmente aponta desgaste na junta interna, que absorve o esforço de transmissão de torque durante a aceleração. Sinal 3 — Manchas de Graxa nas Paredes Internas da Roda Ao inspecionar o veículo visualmente ou lavar as rodas, notar marcas escuras e viscosas de graxa na parte interna do aro ou na banda lateral do pneu. Este é o sinal visual mais claro de que a coifa rompeu e a força centrífuga espalhou o lubrificante. É o momento ideal para agir antes que a peça sofra danos estruturais. Sinal 4 — Estalo ou Tranco ao Engatar a Ré Um tranco seco ou estalo metálico ao engatar a marcha a ré e iniciar o movimento, sobretudo com o volante esterçado. Esse comportamento costuma aparecer em estágios mais avançados de deterioração da junta interna. Quanto Tempo Dura uma Junta Homocinética? Em condições ideais com a coifa totalmente íntegra e a lubrificação preservada, a vida útil de uma junta homocinética pode ser bastante longa, sendo comum encontrar componentes originais rodando por mais de 150.000 km em veículos bem cuidados. O fator limitante real não é o metal da peça, mas sim a durabilidade da coifa de borracha. O envelhecimento natural do material e a exposição severa a variações térmicas e poeira exigem inspeções visuais periódicas nas revisões para detectar fissuras antes que a graxa se perca por completo. Perguntas Frequentes sobre Junta Homocinética   Posso continuar dirigindo com a junta fazendo estalo? Por um curto período, o carro ainda roda, mas não deve ser mantido nessa condição por muito tempo. O estalo é o atrito de peças metálicas sem proteção adequada. Quanto mais você adia o conserto, maior o risco de ruptura completa da peça em movimento. É necessário trocar as duas juntas ao mesmo tempo? Não obrigatoriamente. A substituição é feita de forma pontual no componente que apresenta falha. No entanto, se o veículo possui alta quilometragem e uma das juntas sofreu desgaste severo por rompimento de coifa, vale a pena solicitar uma inspeção minuciosa na junta do lado oposto. A coifa rasgada precisa ser trocada imediatamente? Sim. Substituir apenas a coifa rasgada antes que a sujeira destrua a junta evita um gasto muito maior com a troca de todo o conjunto de transmissão. Como saber se o defeito está na junta direita ou esquerda? O estalo costuma ficar mais evidente e intenso quando você

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Técnico automotivo inspecionando o sistema de direção em um veículo no elevador — direção hidráulica vs elétrica

Direção Hidráulica vs Elétrica: Diferença, Manutenção e Sinais de Problema

Você troca de carro e percebe que o volante é mais leve ou mais pesado do que o do veículo anterior. Ou nota um barulho suave ao girar o volante que não existia antes. Ou vê que o carro novo simplesmente não tem um reservatório de fluido de direção no motor e fica em dúvida se precisa verificar algo. A maioria dos motoristas dirige anos sem saber exatamente qual tipo de direção o seu carro tem e o que cada sistema exige de manutenção. A diferença importa muito porque os problemas, os sinais de falha e os cuidados necessários são completamente distintos entre a direção hidráulica e a elétrica. Nesta matéria, explicaremos as diferenças entre os sistemas, como identificar qual equipa o seu carro, os cuidados de manutenção e os sinais de alerta de defeito. Direção Hidráulica Como Funciona A direção hidráulica também chamada de servo-direção hidráulica é o sistema mais tradicional e ainda presente em muitos veículos no mercado brasileiro, especialmente nos modelos de entrada e nos carros com mais de 8 a 10 anos. O sistema usa uma bomba hidráulica acionada pelo motor através de uma correia para pressurizar um fluido especial. Esse fluido pressurizado é enviado para um cilindro de direção que amplifica a força aplicada pelo motorista no volante, tornando as manobras leves. Características da direção hidráulica: Sensação de direção mais “conectada” com o asfalto favorito de muitos motoristas mais experientes. Bomba hidráulica conectada ao motor por correia consome energia mesmo quando o carro está andando em linha reta. Requer fluido específico que precisa de verificação e troca periódica. Mais suscetível a vazamentos e desgaste da bomba ao longo do tempo. Direção Elétrica — Como Funciona A direção elétrica (EPS — Electric Power Steering) substituiu progressivamente a hidráulica nos veículos modernos. Em vez de uma bomba hidráulica, mangueiras e óleo, ela utiliza um motor elétrico instalado na coluna ou no eixo de direção para fornecer a assistência ao volante. Sensores inteligentes monitoram a força e a velocidade com que o motorista gira o volante e acionam o motor elétrico de forma proporcional. Em velocidades altas, a assistência é reduzida automaticamente para dar mais firmeza e precisão. Em manobras lentas (como balizas), a assistência é máxima para deixar o volante levíssimo. Características da direção elétrica: Sem fluido hidráulico não há reservatório para verificar e nem fluido para trocar. Menor consumo de combustível o motor elétrico só consome energia no exato momento em que o motorista gira o volante (gerando uma economia média de 3% a 5% no consumo geral do veículo). Assistência variável automática por velocidade. Falhas geralmente se manifestam por luz de alerta no painel ou perda total da assistência. Como Saber Qual Tipo de Direção o Seu Carro Tem? Existem duas formas muito simples de descobrir qual sistema equipa o seu veículo: Inspeção no compartimento do motor: Abra o capô e procure por um pequeno reservatório com tampa rotulada “Power Steering” ou “Direção”, contendo fluido de coloração amarelada, avermelhada ou transparente. Se ele existir, o seu carro tem direção hidráulica. Se o cofre do motor não tiver esse reservatório, trata-se de uma direção elétrica. Teste com o motor desligado: Nos carros com direção hidráulica, o volante fica perceptivelmente mais pesado ao tentar esticá-lo com o motor desligado. Na direção elétrica, o peso ao girar com o carro desligado é praticamente o mesmo que com ele ligado. Manutenção da Direção Hidráulica A direção hidráulica exige rotinas preventivas que a elétrica não necessita: Verificação do fluido: O nível deve ser checado a cada 10.000 km. O reservatório possui marcações claras de mínimo e máximo. Níveis abaixo do mínimo indicam consumo ou vazamento. Troca do fluido: O fluido hidráulico degrada-se com o calor e o uso constante. A recomendação geral é realizar a troca a cada 40.000 a 60.000 km para proteger a bomba e os retentores contra desgaste precoce. Verificação da correia da bomba: Como a bomba depende de uma correia conectada ao motor, se essa correia estiver frouxa ou desgastada, ela falhará em pressurizar o sistema, deixando a direção pesada. Sinais de Problema na Direção Hidráulica Volante pesado: Sobretudo em manobras de baixa velocidade. Pode denunciar nível baixo de óleo, bomba danificada ou falha na correia. Barulho ao girar o volante: Rangidos, gemidos ou chiados agudos (especialmente ao esterçar o volante até o batente final) indicam fluido baixo, fluido vencido ou desgaste interno na bomba. Nível de fluido que baixa constantemente: Aponta vazamentos ativos nas mangueiras, conexões ou na própria caixa de direção. Mancha de fluido embaixo do carro: Poças de óleo avermelhado ou amarelado no chão da garagem confirmam vazamentos no sistema. Sinais de Problema na Direção Elétrica Luz de direção acesa no painel: Quando o sistema EPS detecta qualquer anomalia eletrônica ou mecânica, acende um ícone no painel representando um volante ao lado de uma exclamação. Com essa luz acesa, a assistência pode ficar reduzida ou totalmente cortada. Volante que “puxa” para um lado: Pode ser indício de descalibração do sensor de posição da direção, um ajuste simples que requer o uso de scanner automotivo especializado. Perda súbita de assistência: A direção elétrica raramente falha de forma gradual. Quando ocorre uma pane elétrica ou fusível queimado, a assistência some de uma hora para a outra, tornando o volante muito pesado sem aviso prévio. Perguntas Frequentes sobre Direção do Carro Direção hidráulica ou elétrica qual é melhor? Depende do perfil do motorista. A hidráulica oferece um retorno de peso e sensibilidade do asfalto mais tradicional e natural. A elétrica é superior em termos de eficiência energética, dispensa a troca de fluidos e garante assistência variável inteligente conforme a velocidade, sendo ideal para o uso urbano cotidiano. A direção elétrica realmente não precisa de manutenção? O sistema elétrico não possui fluido hidráulico para ser verificado ou trocado periodicamente. No entanto, componentes como o sensor de posição, o motor elétrico auxiliar e o módulo eletrônico de controle podem apresentar falhas que exigem diagnóstico com scanner automotivo profissional. Posso colocar qualquer fluido de direção no meu carro?

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