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Técnico automotivo realizando revisão preventiva na Bono Pneus

Virada de Mês: 4 Itens que Você Precisa Checar no Carro Antes de Setembro

O mês vira, a rotina acelera e os cuidados com o veículo não podem ficar para depois. Com a chegada de um novo mês e o ciclo de inverno quase encerrado, o ritmo urbano e nas estradas aumenta, exigindo que o seu carro esteja 100% preparado para rodar com segurança e eficiência. Deixar a manutenção para o último minuto é o caminho mais curto para surpresas desagradáveis como ficar a pé no meio da correria do dia a dia ou enfrentar falhas em momentos críticos. O problema de ignorar os check ups periódicos não é apenas o incômodo, mas o desgaste em cadeia que componentes negligenciados causam em todo o veículo. Nesta matéria, detalharemos os quatro itens fundamentais que você precisa inspecionar e ajustar antes de setembro começar. 1. Calibragem e Estado dos Pneus A variação de temperatura típica desta época do ano afeta diretamente a pressão interna dos pneus. Pneus rodando com calibragem incorreta perdem área de contato com o solo, aumentam o consumo de combustível e desgastam a banda de rodagem de forma prematura. Além da pressão, o estado geral da borracha deve ser monitorado de perto. Sulcos desgastados reduzem drasticamente a aderência em pisos molhados, elevando o risco de aquaplanagem. O que fazer: Verifique a pressão semanalmente (sempre com os pneus frios) e examine se a profundidade dos sulcos está acima do limite do TWI. Se houver irregularidades, faça o alinhamento e o balanceamento. 2. Sistema de Freios (Pastilhas, Discos e Fluido) A segurança na condução depende diretamente da capacidade de resposta do sistema de frenagem. Ruídos metálicos ao acionar o pedal, trepidação ou a sensação de “pedal borrachudo” são indícios inequívocos de que o sistema está operando no limite. O fluido de freio, por sua vez, absorve umidade ao longo do tempo, perdendo o ponto de ebulição e comprometendo a pressão hidráulica necessária para parar o veículo com eficiência em emergências. O que fazer: Solicite uma inspeção visual das pastilhas e discos na Bono Pneus, e verifique o prazo de validade e o nível do fluido de freio. 3. Limpadores de Para-brisa e Visibilidade As oscilações climáticas desta transição de mês costumam trazer chuvas inesperadas e névoas matinais. Rodar com palhetas de limpador ressecadas, rasgadas ou fazendo barulho compromete severamente a visibilidade e pode, inclusive, danificar o vidro dianteiro com riscos profundos. O que fazer: Inspecione o estado da borracha das palhetas e teste o esguicho do reservatório de água, completando o nível com aditivo de limpeza adequado. 4. Bateria e Sistema Elétrico Muitos motoristas subestimam o sistema elétrico, lembrando dele apenas quando o carro recusa a dar partida. A bateria sofre bastante com o final do ciclo de frio e com as oscilações térmicas, exigindo carga constante para evitar falhas em centrais eletrônicas e acessórios. O que fazer: Fique atento a sinais como dificuldades na partida pela manhã, luzes do painel oscilando ou faróis fracos, e realize um teste de carga na bateria preventivamente. A Importância da Revisão Preventiva Completa Esperar um componente quebrar para só então levá-lo à oficina é uma prática que encarece a manutenção. Quando uma peça se desgasta sem controle, ela sobrecarrega os sistemas vizinhos transformando uma simples troca preventiva em uma intervenção corretiva de alto custo. A recomendação técnica é realizar um check up periódico a cada mudança de ciclo, garantindo que o veículo mantenha os padrões originais de fábrica em termos de segurança, economia e desempenho. Faça um Diagnóstico Preventivo na Bono Pneus Quer começar setembro com a tranquilidade de saber que o seu veículo está em perfeito estado? Na Bono Pneus, nossos técnicos realizam uma avaliação completa e detalhada de todos os sistemas do seu carro. Encontre a unidade Bono Pneus mais próxima de você e agende sua revisão preventiva → Leia também: Kit Revisão: O que inclui, quando fazer  · O Carro não liga? Como saber se o problema é na bateria· Aquaplanagem: O que é, por que acontece (Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/auto/palheta-do-carro-fazendo-barulho-no-frio-saiba-como-evitar/#google_vignette  https://seminovos.localiza.com/blog/posts/revisao-basica-carro )

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Mão abastecendo carro com bomba de gasolina — como economizar combustível com hábitos de direção e manutenção

Economizar Combustível de Verdade: 10 Hábitos que Fazem Diferença no Bolso

Com gasolina acima de R$6,00 o litro e etanol oscilando junto, economizar combustível deixou de ser uma dica de almanaque e virou necessidade real no orçamento de qualquer motorista. O problema é que a maioria das dicas que circulam na internet é genérica “acelere menos”, “evite o trânsito” sem nenhum dado concreto sobre quanto cada mudança realmente impacta no tanque. Este guia é diferente.Compilamos os 10 fatores que mais afetam o consumo de combustível no uso cotidiano brasileiro cinco hábitos de condução e cinco fatores mecânicos com o dado de impacto de cada um. Porque economizar combustível de verdade não depende só de como você dirige. Depende também do estado do carro que você está dirigindo. Parte 1: Hábitos de Condução que Fazem Diferença Hábito 1: Acelere de Forma Progressiva, Não Abrupta A aceleração é o momento de maior consumo de combustível em qualquer motor a combustão. Quando você pisa fundo no acelerador, a central eletrônica injeta muito mais combustível do que o necessário para vencer a inércia do carro e grande parte desse excesso é desperdiçada em calor antes de virar movimento. A diferença entre arrancar suavemente e arrancar com força pode ser de 20 a 30% no consumo naquele instante específico. Multiplicado por todas as arrancadas do dia, saída da garagem, sinal verde, retomada após lombada o impacto acumulado ao final do mês é expressivo. A técnica correta é aumentar a pressão no acelerador de forma gradual após a parada, chegando à velocidade de cruzeiro em 5 a 8 segundos em vez de 2 a 3. Em carros com câmbio automático, evitar o kickdown o piso fundo que força a redução de marcha preserva tanto o câmbio quanto o bolso. Hábito 2:  Antecipe a Frenagem em Vez de Frear em Cima Toda frenagem desperdiça energia cinética a energia que o motor gastou combustível para gerar. Quando você freia bruscamente, essa energia se transforma em calor nas pastilhas e discos e é perdida. Quando você antecipa e deixa o carro desacelerar naturalmente antes de frear, parte dessa energia é aproveitada. Em carros modernos, levantar o pé do acelerador com o câmbio engrenado ativa o chamado fuel cut o sistema eletrônico reduz ou corta completamente a injeção de combustível durante a desaceleração por inércia. Ou seja: o carro desacelera sem consumir combustível enquanto você tira o pé do acelerador com marcha engrenada. Essa é uma das formas mais eficazes de economizar e não custa nada além de antecipar o olhar para o que está à frente. Hábito 3: Mantenha Velocidade Constante na Rodovia Cada variação de velocidade exige uma nova aceleração e cada aceleração consome combustível. Em rodovias, o piloto automático não é luxo: é uma ferramenta de economia. Manter 100 km/h constantes consome significativamente menos combustível do que oscilar entre 90 e 120 km/h ao longo do mesmo trajeto. Existe também a questão aerodinâmica: a resistência do ar aumenta com o quadrado da velocidade. Um carro a 120 km/h enfrenta quase o dobro da resistência aerodinâmica de um carro a 80 km/h. Acima de 120 km/h, o consumo extra para vencer essa resistência supera qualquer ganho de tempo na maioria dos trajetos. A faixa mais eficiente para a maioria dos carros populares brasileiros é entre 80 e 100 km/h em marcha alta. Viajar a 110 km/h em vez de 100 km/h pode aumentar o consumo em 10 a 15% , um custo real que o velocímetro não mostra. Hábito 4: Evite Motor Ligado Parado por Longos Períodos Motor ligado sem o carro se mover consome combustível sem gerar deslocamento o pior negócio possível em termos de eficiência. Em congestionamentos longos com o carro completamente parado, desligar o motor por períodos acima de 2 minutos economiza mais do que o custo do combustível gasto para religar. Carros modernos com sistema Start-Stop fazem isso automaticamente. Em carros mais antigos, o motorista precisa tomar uma decisão conscientemente. No trânsito parado de São Paulo, Rio ou qualquer grande cidade brasileira em horário de pico, o motor ligado parado pode representar 15 a 20% do combustível consumido em um trajeto urbano típico. O aquecimento do motor em marcha lenta após a partida, prática comum em dias frios, raramente é necessário em motores modernos por mais de 30 a 60 segundos. Motores de injeção eletrônica atingem a temperatura ideal de operação mais rápido rodando do que parados. Hábito 5: Use o Ar-Condicionado com Consciência O compressor do ar-condicionado é acionado pelo motor e aumenta o consumo em média entre 5 e 15% dependendo da temperatura externa, da regulagem do sistema e do modelo do carro. Em baixas velocidades urbanas, esse impacto é mais significativo porque o motor trabalha mais para compensar a carga adicional. A estratégia mais eficiente: usar o ar-condicionado com janelas fechadas (janelas abertas em velocidades acima de 60 km/h aumentam mais a resistência aerodinâmica do que a carga do ar-condicionado), e em temperatura de 22 a 23°C em vez do mínimo absoluto cada grau a menos exige mais do compressor. Em trechos urbanos com velocidade abaixo de 40 km/h e temperatura suportável, janelas abertas podem ser mais econômicas do que o ar ligado. Parte 2: Fatores Mecânicos que Aumentam o Consumo Sem Você Perceber Esses são os vilões silenciosos do consumo. Cada um age de forma gradual, sem aviso imediato, enquanto o gasto no posto vai subindo lentamente mês a mês. Fator Mecânico 1: Pneu Descalibrado Este é o fator mecânico de maior impacto isolado no consumo de combustível e o mais fácil de corrigir. Segundo o Inmetro, um pneu rodando com pressão 25% abaixo do ideal pode aumentar o consumo em até 4%. Testes práticos com descalibração mais acentuada e pressão reduzida à metade do recomendado mostraram diferença de até 10% no consumo em condições controladas, conforme experimento realizado pela Super Rádio Tupi com um Fiat Argo HGT em São Paulo. O mecanismo é direto: pneu com pressão insuficiente deforma mais ao tocar o asfalto, aumentando a área de contato além do projetado. Essa deformação excessiva gera mais atrito o

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Técnico automotivo inspecionando amortecedor traseiro no elevador

Amortecedor com Defeito: Como Identificar, Quanto Dura e Por Que Afeta Tudo no Carro

Tem um componente no seu carro que a maioria dos motoristas nunca menciona até o dia em que ele para de funcionar e o carro começa a se comportar de forma estranha. O amortecedor não aparece nos checkups de rotina de muita gente. Não tem uma luz de advertência no painel. Não faz um barulho óbvio que grita “preciso ser trocado”. Ele simplesmente vai perdendo eficiência de forma gradual, imperceptível até que o desgaste chegue em um ponto em que a segurança do veículo está comprometida de verdade. O problema mais sério não é o desconforto. É o que acontece com freios e pneus quando o amortecedor não está funcionando direito. Segundo estudos do RAC Royal Automobile Club e dados técnicos da ZF Aftermarket, amortecedores desgastados podem aumentar a distância de frenagem em até 20%, chegando a 6 metros adicionais para parar o carro a 80 km/h. E ao mesmo tempo em que o freio perde eficiência, o pneu começa a se desgastar de forma irregular e acelerada. Nesta matéria, explicaremos como o amortecedor funciona, quais são os quatro sintomas que indicam problema, quanto tempo ele dura e quando a troca é realmente necessária. O Que o Amortecedor Faz Além de Absorver Impactos A maioria dos motoristas sabe que o amortecedor “absorve os buracos”. Mas esse é apenas um dos dois papéis do componente e não o mais crítico do ponto de vista da segurança. O amortecedor trabalha em conjunto com a mola da suspensão. A mola absorve o impacto ela comprime quando o pneu cai em um buraco e se expande quando sai. O amortecedor tem a função de controlar essa mola: impedir que ela continue oscilando depois do impacto, estabilizando o movimento da roda e da carroceria rapidamente. O papel crítico: manter o pneu em contato permanente com o asfalto. A cada vez que a mola oscila sem controle, o pneu perde contato com o solo por uma fração de segundo. Sem contato com o solo, não há atrito. Sem atrito, não há frenagem, não há direção e não há aderência em curvas. O amortecedor é o componente que garante que o pneu, o único ponto de contato entre o carro e o asfalto, esteja sempre onde precisa estar. Quando o amortecedor perde eficiência, a mola passa a oscilar livremente. O pneu começa a “quicar” sobre o asfalto em vez de rodar com contato constante. E aí começa uma cadeia de consequências que vai muito além do desconforto. Os 4 Sintomas de Amortecedor com Defeito O desgaste do amortecedor é gradual por isso os sintomas aparecem de forma progressiva, sem um momento claro de ruptura. Conhecer os quatro sinais principais permite identificar o problema antes que ele comprometa a segurança: Sintoma 1: O Carro Oscila Depois de Passar por Buraco ou Lombada Teste simples: passe em velocidade moderada por uma lombada e observe o que acontece depois. Com amortecedores em bom estado, o carro absorve o impacto e estabiliza em 1 a 2 oscilações. Com amortecedores desgastados, o carro continua balançando por mais tempo para cima e para baixo como um barco no mar. Esse balanço excessivo não é só incômodo. É o pneu perdendo e retomando contato com o asfalto repetidamente. Em uma frenagem de emergência logo após um buraco, essa instabilidade pode impedir que o sistema de freios incluindo o ABS funcione com eficiência máxima. Sintoma 2: Frente do Carro “Mergulha” ao Frear Durante qualquer frenagem, o peso do veículo transfere para o eixo dianteiro. O amortecedor dianteiro é responsável por controlar esse movimento e impedir que a frente do carro afunde demais e rapidamente. Quando o amortecedor dianteiro está desgastado, a frente mergulha com mais intensidade e mais velocidade do que deveria. Esse mergulho excessivo tem duas consequências diretas. Primeira: a distribuição de peso entre os quatro pneus fica desequilibrada durante a frenagem, reduzindo a eficiência total do sistema de freios. Segunda: a sensação de instabilidade faz com que o motorista involuntariamente alivie o pedal antes do necessário e a frenagem fica ainda mais longa. Sintoma 3: Desgaste Irregular com Manchas no Pneu Se o amortecedor estiver bom, o pneu rola com contato uniforme e constante com o asfalto o desgaste é regular ao longo de toda a banda de rodagem. Quando o amortecedor está desgastado e o pneu começa a “quicar”, cada impacto cria um ponto de desgaste concentrado manchas ou “escamas” na banda de rodagem, diferentes do desgaste lateral causado por desalinhamento. Esse padrão de desgaste é o registro visual do que está acontecendo dentro da suspensão. Um pneu que deveria durar 40.000 km pode ser destruído em 20.000 km com amortecedores desgastados. E trocar o pneu sem corrigir o amortecedor é repetir o problema no pneu seguinte. Sintoma 4: Instabilidade em Curvas ou em Velocidade de Rodovia Em velocidades acima de 80 km/h, um veículo com amortecedores desgastados pode apresentar instabilidade lateral a sensação de que o carro “flutua” levemente, que precisa de correções constantes de volante para manter a trajetória reta, ou que em curvas a carroceria inclina mais do que deveria. Em situações de desvio de emergência mudar de faixa abruptamente para evitar um obstáculo essa instabilidade é especialmente perigosa. A carroceria que balança fora de controle pode levar o carro a perder a trajetória ou tombar em situações extremas. Os sistemas eletrônicos de segurança como ESP e controle de tração trabalham em conjunto com os amortecedores quando o amortecedor não controla o movimento da carroceria, esses sistemas têm muito mais dificuldade para estabilizar o veículo. Quanto Dura um Amortecedor ? Não existe uma resposta única para essa pergunta e qualquer guia que afirme um número fixo de quilômetros como “a vida útil do amortecedor” está simplificando demais. A variação é real e depende de fatores que mudam completamente de um motorista para outro. A referência técnica mais comum no mercado é de 40.000 a 80.000 km para uso urbano normal em pistas asfaltadas. Mas as condições de uso podem comprimir ou estender esse intervalo de forma significativa: O

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Carro em pista molhada com chuva intensa — como dirigir na chuva com segurança

Como Dirigir na Chuva: 8 Regras que Salvam Pneus, Freios e Vidas

Você provavelmente já aprendeu a dirigir em dias de sol. A maioria dos motoristas aprende assim. O problema é que a chuva transforma o asfalto em uma superfície completamente diferente e o carro que você conhece bem no seco se comporta de outra forma no molhado. A água na pista não é apenas uma questão de visibilidade. Ela reduz o coeficiente de atrito entre os pneus e o asfalto, o que significa que toda ação do carro frear, curvar, acelerar exige mais espaço e mais tempo do que você está acostumado. Ignorar isso é o principal motivo pelo qual os acidentes de trânsito aumentam significativamente em dias de chuva no Brasil. Mas dirigir bem na chuva não é questão de coragem ou de instinto. É questão de entender a física que está em jogo e de garantir que o seu carro esteja preparado para o que você vai pedir a ele. Nesta matéria, explicaremos as 8 regras que fazem diferença real: cada uma com o motivo técnico por trás, não só o comando. Por Que a Chuva Muda Tudo Antes das regras, vale entender o mecanismo. A presença de água entre o pneu e o asfalto cria uma camada que interfere diretamente no atrito da força que permite o pneu se “agarrar” ao solo. Sem atrito suficiente, o pneu desliza em vez de rolar com controle. O resultado prático é direto: a distância de frenagem em pista molhada pode ser até o dobro da distância em pista seca na mesma velocidade. E o CTB reconhece isso o artigo 220 estabelece como infração grave deixar de reduzir a velocidade sob chuva, com multa de R$195,23 e 5 pontos na carteira. A lei não define um percentual exato de redução porque a variável é a condição da pista e é exatamente por isso que o motorista precisa entender o princípio, não só obedecer a uma regra numérica. As 8 Regras para Dirigir com Segurança na Chuva Regra 1: Reduza a Velocidade Antes de Precisar A primeira reação da maioria dos motoristas é reduzir a velocidade só quando percebe que está escorregando. Mas neste momento já é tarde o carro já perdeu aderência. A lógica correta é antecipar: reduza a velocidade assim que a chuva começar a molhar o asfalto, antes de qualquer sinal de instabilidade. A física explica o motivo: quanto maior a velocidade, maior a energia cinética que os freios e os pneus precisam dissipar para parar o carro. Em pista molhada, com atrito reduzido, essa dissipação é menos eficiente. Reduzir a velocidade antes diminui a energia cinética em jogo e dá margem para os sistemas de segurança do carro trabalharem dentro dos limites de aderência disponíveis. A recomendação técnica geral é reduzir em torno de 20 a 30% da velocidade normal para aquela via assim que as condições de pista piorarem visivelmente. Regra 2: Dobre a Distância do Carro da Frente Em pista seca, a regra dos 2 segundos é o padrão, você passa por um ponto fixo e o carro da frente deve ter passado pelo menos 2 segundos antes de você. Na chuva, esse intervalo sobe para no mínimo 4 segundos. O motivo é a diferença na distância de frenagem. A 60 km/h em pista seca, a distância média de frenagem de emergência é de aproximadamente 20 metros. Em pista molhada na mesma velocidade, esse valor pode dobrar dependendo do estado dos pneus, do sistema de freios e da intensidade da chuva. A 120 km/h, a distância de frenagem em pista molhada pode ultrapassar 110 metros. Se você está a 3 metros do carro da frente e ele frear em emergência, não existe freio que resolva. A distância é o único recurso que o motorista tem de margem real. Regra 3: Acenda o Farol Baixo Mesmo de Dia O farol baixo na chuva não é para você ver melhor é para os outros te verem. Em um dia de chuva intensa, a visibilidade lateral cai drasticamente. Um carro sem farol em pista molhada com pouca luz ambiente pode aparecer no campo visual de outro motorista em fração de segundo. O CTB torna isso explícito: o artigo 250 prevê infração média por não manter o farol baixo aceso em condições de baixa visibilidade por chuva. Além da obrigação legal, é um hábito que reduz o risco de colisão lateral em interseções e trocas de faixa sob chuva, situações em que o motorista frequentemente não vê o que está chegando pelo lado. Uma atenção importante: não use o pisca-alerta enquanto o carro está em movimento sob chuva. O pisca-alerta é sinal de veículo parado ou em emergência. Usado em movimento, ele confunde os outros motoristas sobre a sua intenção de direção. Regra 4: Evite Movimentos Bruscos no Volante e no Pedal Qualquer ação brusca virada rápida de volante, freada de emergência ou aceleração forte solicita do pneu uma resposta que o atrito reduzido da pista molhada pode não conseguir entregar. O resultado é a perda de controle direcional ou o travamento das rodas. A técnica correta é antecipar todas as ações: frear gradualmente antes de curvas, abrir o volante com suavidade e não acelerar com força na saída de curvas em pista molhada. O ABS impede o travamento das rodas em freadas bruscas, mas ele atua como rede de segurança em emergências, não como substituto da antecipação. O ESP e o controle de tração também ajudam, mas, como diz a física, nenhum sistema eletrônico pode compensar completamente os limites do atrito disponível. Regra 5: Não Passe por Poças em Alta Velocidade Uma poça d’água em alta velocidade não é apenas incômodo visual. Em velocidades acima de 70–80 km/h, a quantidade de água que o sulco do pneu precisa deslocar por segundo supera a capacidade de drenagem do pneu e o resultado é a aquaplanagem: o carro passa a deslizar sobre a lâmina d’água sem contato real com o asfalto. Durante a aquaplanagem, o volante fica leve demais, a direção não responde e a frenagem perde eficácia quase totalmente. O

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Kit Revisão: O Que Inclui, Quando Fazer e Por Que o da Bono Pneus Vai Além do Básico

Tem uma pergunta que quase todo motorista já fez ao entrar em uma oficina: “o que exatamente vocês fazem na revisão?” A resposta costuma ser vaga — “verificamos tudo” — ou extensa demais para absorver de uma vez. No fim, o cliente aprova o serviço sem entender completamente o que está sendo feito, por que cada item foi escolhido e o que teria acontecido se ele tivesse sido ignorado. O kit revisão existe para resolver exatamente esse problema. É um pacote com os serviços e trocas mais críticas para a manutenção preventiva do veículo, definidos com base na vida útil real de cada componente e no intervalo em que cada um precisa de atenção. Feito no momento certo, ele evita avarias, preserva o valor do carro e reduz o custo total de manutenção ao longo do tempo. Nesta matéria você vai entender o que cada item faz, por que foi incluído no kit e o que acontece quando ele é deixado de lado por tempo demais. Por Que Fazer Revisão Preventiva – A Lógica por Trás do Kit A revisão preventiva parte de um princípio simples: componentes mecânicos têm vida útil estimada. O óleo do motor perde as propriedades lubrificantes com o calor e o uso. Os filtros acumulam impurezas até ficarem saturados. As pastilhas de freio se desgastam a cada frenagem. Não é uma questão de “se” vão precisar de atenção, é uma questão de quando. A revisão por quilometragem existe porque cada peça tem uma vida útil estimada. O óleo perde propriedades, os filtros entopem, as pastilhas de freio afinam e fluidos absorvem umidade com o passar dos quilômetros. Em vez de esperar quebrar, o fabricante define marcas de quilometragem para checar e substituir esses itens antes que falhem. O raciocínio financeiro é direto: o custo de um kit revisão feito no momento certo é invariavelmente menor do que o custo de reparar o dano causado por ignorá-lo. Um filtro de óleo saturado que força o motor a trabalhar com lubrificante contaminado pode resultar em desgaste prematuro de componentes internos cujo reparo custa dezenas de vezes mais do que o filtro. O Que Inclui o Kit Revisão Bono Pneus — Item por Item O Kit Revisão da Bono Pneus foi desenvolvido para cobrir os itens de maior impacto na segurança e no desempenho do veículo em um único atendimento. Veja o que está incluído e o papel de cada componente: 1. Óleo do Motor O óleo é o fluido mais crítico do motor. Ele lubrifica as peças metálicas em movimento, absorve o calor gerado pela combustão, limpa impurezas internas e protege contra a corrosão. Com o uso, ele degrada, perde viscosidade, acumula partículas metálicas e resíduos de combustão e perde a capacidade de proteger o motor adequadamente. O intervalo de troca varia conforme o tipo de óleo: mineral a cada 5.000 km, semissintético a cada 7.500 km e sintético a cada 10.000 km, aproximadamente. O óleo incluído no kit é selecionado conforme a especificação do fabricante para o modelo do veículo, não existe um óleo único para todos os carros. O que acontece se ignorar: motor trabalhando com lubrificante degradado sofre desgaste acelerado nas partes internas. Em casos graves, formam borras que entopem os canais de óleo e comprometem componentes de alto custo de reparo. 2. Filtro de Óleo Sempre trocado junto com o óleo, nunca separado. O filtro de óleo retém as partículas metálicas e impurezas que o óleo carrega durante a circulação pelo motor. Um filtro saturado deixa de filtrar e passa a permitir que essas impurezas circulem livremente junto com o lubrificante anulando o efeito protetor do óleo novo. Trocar o óleo sem trocar o filtro é como colocar água limpa em um copo sujo: em pouco tempo, a sujeira do copo contamina a água. O filtro é um item de baixo custo com impacto direto na eficiência da troca de óleo. 3. Filtro de Ar do Motor O filtro de ar protege o motor de poeira, areia, insetos e partículas em suspensão que entram junto com o ar aspirado para a combustão. Um filtro de ar saturado restringe o fluxo de ar para o motor a mistura ar/combustível fica desbalanceada, o consumo de combustível aumenta e o motor perde desempenho. Na marca dos 15.000 km, os filtros de ar do motor, combustível e do ar-condicionado podem precisar de atenção e devem ser trocados. Em cidades com muito tráfego, obras ou vias com terra e poeira, o intervalo pode ser menor e o filtro se satura mais rápido conforme a qualidade do ar da região. O que acontece se ignorar:  o motor recebendo menos ar do que precisa trabalha com esforço adicional. O consumo sobe, a aceleração fica mais lenta e, em casos extremos, partículas finas ultrapassam o filtro saturado e chegam ao interior do motor. 4. Filtro de Combustível O filtro de combustível retém impurezas presentes no próprio combustível antes que elas cheguem aos bicos injetores e à bomba de combustível. Mesmo com combustível de boa qualidade, partículas microscópicas estão presentes e se acumulam no filtro ao longo do tempo. Um filtro de combustível entupido restringe o fluxo de combustível para o motor, os sintomas são semelhantes aos de bicos sujos: perda de potência, engasgamento na arrancada e dificuldade para manter a velocidade em subidas. Em casos mais avançados, a bomba de combustível passa a trabalhar com esforço adicional para vencer a resistência do filtro saturado, reduzindo sua vida útil. O que acontece se ignorar: impurezas chegam aos bicos injetores e causam obstrução um problema de conserto bem mais caro do que a troca preventiva do filtro. 5. Alinhamento e Balanceamento A inclusão do alinhamento e balanceamento no kit revisão não é acidente é lógica de manutenção integrada. Os fabricantes indicam que a cada 10.000 km rodados, o alinhamento e balanceamento do veículo seja feito. Fazer a revisão completa sem verificar a geometria das rodas é deixar de fora dois dos serviços que mais impactam o desgaste dos pneus e a segurança da

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O Carro Não Liga? Como Saber se o Problema é na Bateria, Alternador ou Motor de Arranque

É uma das situações mais estressantes para qualquer motorista: você entra no carro de manhã para ir trabalhar, gira a chave (ou aperta o botão) e… nada acontece. O motor não gira. O painel pisca ou apaga. Você fica preso na garagem. O primeiro pensamento é sempre “a bateria arriou”. Mas trocar a bateria sem ter certeza pode ser um desperdício de dinheiro. Muitas vezes, a bateria está perfeita, mas o alternador parou de recarregá-la, ou o motor de arranque estragou.  Na matéria de hoje, ensinaremos como você pode usar o som do carro e as luzes do painel para diagnosticar exatamente qual componente elétrico falhou antes mesmo de chamar o guincho. 1. Sintomas de Problema na Bateria — O Mais Comum A bateria é o coração elétrico do carro com o motor desligado. Ela fornece a energia para acionar o motor de arranque na partida e alimentar todos os sistemas elétricos quando o motor não está girando. Sua vida útil média em condições normais de uso é de 3 a 5 anos. O som: você gira a chave e ouve apenas um rápido “tec-tec-tec-tec” o som do relé tentando acionar o motor de arranque repetidamente, sem ter carga suficiente para girar o motor. As luzes: o painel acende muito fraco, as luzes internas ficam amareladas e, ao tentar dar a partida, todo o painel apaga completamente. A dica de diagnóstico: se o carro ligar facilmente após uma “chupeta” transferência de carga com cabos de outro veículo e continuar funcionando normalmente por vários minutos, o problema era a bateria descarregada ou no fim da vida útil. Se o carro ligar com a chupeta mas “morrer” pouco depois, o problema provavelmente está no alternador veja a seção seguinte. 2. Sintomas de Problema no Alternador O alternador é o gerador do carro. Enquanto o motor está girando, ele produz energia para os faróis, o rádio, o ar-condicionado e — principalmente — para recarregar a bateria continuamente. Se o alternador parar de funcionar, o carro passa a consumir a carga armazenada na bateria sem recarregá-la, até que ela se esgote completamente. O resultado: o carro para no meio da rua sem avisar com antecedência suficiente. O som: o carro liga normalmente após uma recarga ou chupeta, mas “morre” desliga sozinho minutos depois, enquanto você está dirigindo. As luzes: a luz vermelha com o desenho de uma bateria acende no painel enquanto você está dirigindo. Esse ícone avisa que o alternador parou de enviar energia ao sistema não que a bateria estragou. Outro sintoma clássico é o farol perdendo força de iluminação progressivamente à noite, enquanto o motor está ligado. A dica de diagnóstico: o alternador com defeito quase sempre deixa o carro funcionar por um tempo antes de parar porque a bateria ainda tem carga residual. Se o carro “morre” em movimento ou pouco após dar a partida, o alternador é o principal suspeito.   3. Sintomas de Problema no Motor de Arranque O motor de arranque também chamado de motor de partida é um pequeno motor elétrico cuja única função é dar o impulso inicial para o motor a combustão começar a trabalhar. Ele age por frações de segundo a cada partida e fica completamente inativo o resto do tempo. O som: a bateria está boa, o painel acende com brilho normal, os faróis ligam com força total mas ao girar a chave você ouve um “clack” único, metálico e seco. Ou, em alguns casos, não há nenhum som: o motor simplesmente se recusa a girar. A dica de diagnóstico: se tudo no carro funciona rádio, buzina, faróis em plena intensidade mas o motor não dá sinal de vida ao girar a chave, o principal suspeito é o motor de arranque. A bateria com carga e o alternador funcionando descartam os outros dois componentes. 4. Outros Culpados Menos Óbvios Bateria, alternador e motor de arranque cobrem a grande maioria dos casos mas existem duas situações menos conhecidas que também impedem o carro de ligar e que valem a pena verificar antes de concluir o diagnóstico: Fusível queimado: cada circuito elétrico do veículo é protegido por um fusível. Se o fusível do circuito de partida queimar, o carro não liga mesmo com bateria boa, alternador funcionando e arranque perfeito. O painel pode acender normalmente, mas o motor não responde. A caixa de fusíveis fica geralmente embaixo do painel ou no compartimento do motor. Verifique o manual do proprietário para identificar o fusível correto. É o componente mais barato e fácil de testar antes de qualquer outro. Sensor do pedal de embreagem (câmbio manual): em carros com câmbio manual, o sistema eletrônico exige que o pedal de embreagem esteja completamente pressionado para liberar a partida. Se o sensor desse pedal apresentar falha, o carro não liga mesmo com tudo funcionando, o sistema entende que a embreagem não está pressionada. Se você nunca percebeu esse comportamento antes e o carro parou de ligar do nada, vale verificar esse sensor antes de desmontar componentes mais complexos. O Que Fazer em Caso de Pane Elétrica?  Não tente forçar a partida virando a chave repetidas vezes, pois isso pode superaquecer os cabos e derreter fusíveis. Se o problema for bateria, nós resolvemos para você.  Nas unidades da Bono Pneus, fazemos o teste completo e gratuito do sistema de partida com equipamento específico, atestando a saúde da sua bateria e do seu alternador. Temos baterias das melhores marcas a pronta entrega.  Encontre a unidade Bono Pneus mais próxima de você → Leia também: Barulho no Carro: O Que Pode Ser e O Que Fazer para Evitar ·Motor: A solução definitiva para a polêmica da correia banhada a óleo? ·Bateria de carro: Como saber se chegou a hora da troca? (Fonte: https://www.moura.com.br/blog/carro-nao-liga/   https://www.cnnbrasil.com.br/auto/saiba-os-sinais-de-que-a-bateria-do-seu-carro-pode-virar-um-problema/ )

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Rodízio de Pneus: Como Fazer a Rotação Correta, Quando Trocar e Por Que a Maioria Ignora

Você comprou quatro pneus novos, fez o alinhamento e o balanceamento. O carro está rodando macio e seguro. Porém, meses depois, você nota que os pneus da frente estão quase carecas, enquanto os de trás parecem novos. A sensação é de que a borracha durou menos da metade do tempo prometido. Na grande maioria dos carros de passeio com tração dianteira os pneus da frente sofrem até três vezes mais desgaste do que os traseiros. Eles suportam o peso do motor, são responsáveis pela direção, absorvem a maior parte do impacto das frenagens e ainda tracionam o veículo. Se eles ficarem na mesma posição para sempre, sua vida útil despenca. Nesta matéria, explicaremos como o rodízio salva o seu bolso, qual é a quilometragem exata para fazer a troca e qual é o esquema de rotação correto porque colocar qualquer roda em qualquer lugar pode comprometer a estabilidade do carro.   Por Que o Desgaste é Diferente em Cada Eixo?  A física do carro em movimento não distribui o peso de forma igual. Quando você freia, a inércia joga o peso do carro para a frente. Além disso, as rodas dianteiras “raspam” o asfalto toda vez que você vira o volante para estacionar. Já os pneus traseiros, na maioria dos carros, são apenas “arrastados”, sofrendo um desgaste muito mais lento e uniforme. Fazer o rodízio (trocar as rodas de posição) garante que todos os quatro pneus se desgastem por igual. Isso permite que você troque o jogo completo de uma só vez no futuro, mantendo o equilíbrio perfeito da suspensão. Esquemas de Rodízio: Não é Só Trocar de Lugar  Um erro comum é achar que o rodízio é apenas passar os pneus da frente para trás. O esquema correto depende do tipo de tração do seu veículo e do tipo de pneu (direcional ou assimétrico). Carros com Tração Dianteira (A maioria dos populares): Os pneus dianteiros vão para trás no mesmo lado (reta). Os pneus traseiros vão para a frente, cruzando os lados (o traseiro direito vai para a frente esquerda). Carros com Tração Traseira ou 4×4: A lógica se inverte. Os traseiros vão para a frente em linha reta, e os dianteiros vão para trás cruzando os lados. Pneus Direcionais (Com desenho em “V”): Esses pneus têm um sentido único de rotação (indicado por uma seta na lateral). Neste caso, não se pode cruzar os lados. O rodízio é feito apenas passando o pneu da frente para trás, mantendo-os no mesmo lado do carro. O Estepe Entra no Rodízio? Essa é a pergunta que a maioria dos guias de rodízio ignora e que faz toda a diferença na durabilidade do conjunto. Se o seu carro tem estepe full-size do mesmo tamanho e especificação dos outros quatro pneus ele pode e deve entrar no esquema de rodízio. Com cinco pneus no ciclo, cada um trabalha menos e o desgaste se distribui por um intervalo maior. O estepe full-size entra normalmente no esquema de rotação e fica menos tempo parado no porta-malas perdendo pressão. Se o seu carro tem estepe step-aside (o pneu fino de emergência) aquele pequeno, diferente dos outros, ele não entra no rodízio. Esse tipo de estepe é projetado apenas para uso temporário em velocidade máxima de 80 km/h até a loja mais próxima. Colocá-lo no ciclo de rodízio compromete a estabilidade do veículo e é tecnicamente incorreto. Na dúvida, verifique o manual do seu carro ou consulte o técnico Bono Pneus na hora do serviço. Quando Fazer o Rodízio? A Regra dos 10.000 km  O padrão da indústria automotiva é realizar o rodízio a cada 10.000 km rodados (ou a cada 5.000 km, caso você rode muito em estradas de terra ou condições severas). A dica de ouro é: case o rodízio com o Alinhamento e Balanceamento. Sempre que alinhar o carro, peça o rodízio. Isso cria um ciclo perfeito de manutenção preventiva que maximiza a durabilidade da borracha. O Que Acontece se Você Ignorar o Rodízio Os pneus dianteiros chegam ao limite muito antes dos traseiros. Você troca os dois da frente, os dois de trás ficam com vida útil diferente dos novos e o jogo nunca mais fica nivelado. No próximo ciclo, você troca dois de novo. No ciclo seguinte, outros dois. O resultado é que você nunca aproveita a vida útil completa de nenhum pneu e gasta o dobro ao longo do tempo. Avalie e Faça o Rodízio do Seu Carro na Bono Pneus Não espere o pneu da frente ficar careca. Traga o seu carro em uma de nossas unidades. Nossos especialistas avaliam o nível de desgaste (TWI) e fazem o esquema de rotação exato que o seu veículo exige, junto com o alinhamento 3D.  Encontre a unidade Bono Pneus mais próxima de você → Leia também:  Quando Trocar os Pneus do Carro ·Michelin vs Pirelli vs Continental e Bridgestone: Qual Pneu Vale Mais a Pena? ·Pneu com Bolha: Pode Rodar? É Perigoso?  (Fonte: https://www.michelin.com.br/auto/conselhos/cuidados-com-pneus/rodizio-de-pneus https://www.anip.org.br/dicas-e-manutencao/  )

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Alinhamento e Balanceamento: Qual a Diferença, Quando Fazer Cada Um e Como Identificar o Problema

Você sente o carro puxando levemente para a direita mesmo em uma pista reta. Ou nota o volante tremendo assim que o velocímetro passa dos 80 km/h. Ou percebe que um pneu está se desgastando bem mais rápido do que o do outro lado. Você leva o carro ao mecânico e ouve: “está precisando de alinhamento e balanceamento.” Mas são duas palavras que a maioria dos motoristas ouve juntas, trata como se fossem a mesma coisa, e acaba sem entender o que cada serviço realmente faz e por que cada um resolve um problema diferente. Com essa matéria você vai saber distinguir os dois serviços, reconhecer qual sintoma pede qual solução, e entender por que ignorar qualquer um deles sai mais caro do que parece. O Que é Alinhamento de Direção e o Que Ele Corrige O alinhamento também chamado de geometria de direção é o ajuste dos ângulos das rodas do seu veículo. Quando o carro sai de fábrica, o fabricante define os ângulos exatos em que cada roda deve estar posicionada em relação ao solo e às outras rodas. Esses ângulos garantem que o carro vá em linha reta sem esforço, que os pneus toquem o asfalto da maneira correta e que a direção responda com precisão. Com o uso, buracos, lombadas, freadas bruscas e o simples desgaste natural dos componentes da suspensão fazem esses ângulos saírem do padrão. Quando isso acontece, as rodas passam a trabalhar “tortas” sem que você necessariamente perceba de imediato. A consequência aparece devagar: o pneu começa a se desgastar de um lado só, o carro começa a puxar para um lado, e você passa a corrigir o volante inconscientemente durante todo o trajeto. Os Três Ângulos que o Alinhamento Ajusta Mesmo que os nomes pareçam técnicos demais, vale entender o que cada ângulo representa para compreender por que o alinhamento importa: Convergência (ou toe): define se as rodas estão apontadas ligeiramente para dentro ou para fora quando vistas de cima. É o ângulo que mais impacta o desgaste do pneu, uma convergência errada literalmente “arrasta” o pneu pelo asfalto em vez de deixá-lo rolar livremente. Câmber: define a inclinação da roda quando vista de frente. Uma roda com câmber incorreto desgasta mais o lado interno ou externo do pneu, e compromete a aderência em curvas. Cáster: define a inclinação do eixo de direção visto de lado. Afeta principalmente a estabilidade em linha reta e o retorno natural do volante após uma curva. Alinhamento Convencional vs Alinhamento 3D Existem dois tipos principais de equipamento de alinhamento no mercado. O alinhamento convencional usa feixes de luz ou laser para medir os ângulos funcionais, mas depende muito do posicionamento manual do equipamento e da experiência do operador. O alinhamento 3D usa câmeras de alta resolução e alvos fixados nas rodas para mapear a geometria completa do veículo em tempo real, comparando os resultados com os dados do fabricante armazenados no sistema. O resultado é mais preciso, mais rápido e menos dependente da interpretação humana. Para veículos modernos com suspensão independente nas quatro rodas, o alinhamento 3D não é um upgrade opcional é o método tecnicamente correto. O Que é Balanceamento de Rodas e o Que Ele Corrige Se o alinhamento trata de ângulos e geometria, o balanceamento trata de peso e equilíbrio. São problemas completamente diferentes com soluções completamente diferentes. Quando um pneu é fabricado, pequenas variações no processo produtivo criam pontos microscópicamente mais pesados em determinadas partes da circunferência. A roda também não tem distribuição de massa perfeitamente uniforme. Quando esse conjunto gira em alta velocidade, essas diferenças mínimas de peso criam um desequilíbrio que se manifesta como vibração a trepidação que você sente no volante, no banco ou no assoalho ao atingir determinada velocidade. O balanceamento corrige esse problema adicionando pequenos contrapesos de chumbo ou zinco em pontos específicos da roda. A máquina de balanceamento gira o conjunto em alta velocidade, mede onde está o excesso de massa e indica ao técnico exatamente onde e quanto peso adicionar para que a roda gire de forma perfeitamente equilibrada. Balanceamento Estático e Dinâmico O balanceamento estático mede e corrige o desequilíbrio em apenas um plano útil para situações básicas, mas insuficiente para correção completa na maioria dos veículos modernos. O balanceamento dinâmico mede e corrige o desequilíbrio em dois planos simultaneamente, levando em conta a largura do pneu. É o padrão atual em todos os centros automotivos profissionais e o método que realmente elimina a vibração de forma completa. Quando alguém fala simplesmente em “balanceamento”, é o dinâmico que está sendo referenciado. Como Distinguir: O Sintoma Indica o Serviço Essa é a parte mais útil para o dia a dia. Os sintomas de alinhamento fora do padrão e de rodas desbalanceadas são diferentes o suficiente para que você consiga identificar qual dos dois está acontecendo antes mesmo de chegar à oficina. Sinais de Que o Alinhamento Está Fora Carro puxando para um lado em pista reta: o sinal mais clássico de desalinhamento. Você larga o volante por um instante em uma pista reta e o carro desvia para a direita ou para a esquerda. Quanto mais forte o desvio, mais fora do padrão está a geometria. Volante descentrado ao andar em linha reta: quando o carro está reto mas o volante está levemente inclinado para um dos lados, a geometria está fora. O ângulo de convergência ou câmber está diferente entre os dois lados do eixo. Pneu desgastando mais de um lado: desgaste concentrado na borda interna ou externa do pneu é o registro visual do alinhamento incorreto. A roda está trabalhando inclinada e raspando o asfalto de forma desigual. Instabilidade em curvas ou em velocidade de rodovia: o carro que parece “flutuante”, que precisa de correções constantes no volante em curvas ou em velocidade acima de 100 km/h, pode estar com a geometria comprometida.   Sinais de Que o Balanceamento Está Fora Volante vibrando em velocidades específicas: a trepidação no volante que aparece acima de 80 km/h e piora quanto mais rápido você

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Limpeza de Bicos Injetores e TBI: Quando Fazer e Quais os Sinais

O carro arranca bem, mas engasga na arrancada. O consumo de combustível subiu sem razão aparente. A marcha lenta oscila, sobe e desce sozinha enquanto você espera o sinal abrir. Você levou ao mecânico, trocou as velas, verificou o filtro de ar e o problema persiste. Em muitos casos, a origem está em dois componentes que quase ninguém conhece pelo nome, mas que têm papel fundamental no funcionamento do motor: os bicos injetores e o TBI o corpo de borboleta. Quando estão com depósitos de resíduos, o motor não recebe a mistura de ar e combustível na proporção certa, e tudo começa a sair do eixo de forma silenciosa e progressiva. A Bono Pneus preparou este guia completo para que você entenda o que são esses componentes, como identificar quando precisam de atenção e o que esperar do serviço de limpeza. O Que São os Bicos Injetores e Para Que Servem Os bicos injetores tecnicamente chamados de válvulas injetoras são os responsáveis por introduzir o combustível dentro do motor. Seu trabalho não é simplesmente jogar combustível: é pulverizá-lo em névoa fina, com a quantidade exata e no momento preciso determinado pela central eletrônica do veículo. Quando um bico injetor está funcionando corretamente, a pulverização é uniforme e o combustível se mistura ao ar de forma ideal, gerando uma combustão eficiente. Quando está parcialmente obstruído por resíduos, a névoa vira gotas irregulares e gotas grandes não queimam bem. O resultado é combustível desperdiçado, motor trabalhando mal e mais dinheiro gasto no posto. O Que Causa a Sujeira nos Bicos Injetores Os principais responsáveis pelo acúmulo de resíduos nos bicos injetores são a qualidade do combustível e o uso natural do motor ao longo do tempo. O Brasil utiliza combustíveis com aditivos e compostos que, com o uso contínuo, deixam depósitos nas partes internas dos injetores. Carros que ficam muito tempo parados ou que misturam combustíveis de forma irregular são mais suscetíveis ao problema. Mas mesmo com uso regular e cuidado na escolha do combustível, os bicos acumulam resíduos ao longo de quilômetros rodados especialmente acima dos 60 a 80 mil km. O Que É o TBI e Por Que Ele Também Fica Sujo O TBI sigla em inglês para Throttle Body Injection, ou corpo de borboleta, é o componente que controla a quantidade de ar que entra no motor. Funciona como uma comporta eletrônica: quando você pisa no acelerador, ele se abre; quando você tira o pé, ele se fecha. Essa abertura e fechamento preciso garantem que o motor receba exatamente a quantidade de ar necessária para cada situação de condução. O problema é o ambiente em que ele trabalha. Vapores de óleo do motor circulam constantemente pelo sistema de ventilação e passam pelo TBI. Com o tempo, esses vapores depositam uma camada progressiva de resíduos principalmente carbono nas paredes internas e na própria borboleta. Esse acúmulo é chamado de carbonização. Por Que Carros Flex São Mais Propensos ao Problema Veículos flex merecem atenção especial com o TBI. A gasolina tem maior tendência de formar depósitos carboníferos no interior do componente do que o etanol, que é um combustível mais limpo. Motoristas que alternam entre os dois combustíveis frequentemente ou que usam gasolina na maior parte do tempo podem notar o surgimento dos sintomas em menor intervalo de tempo comparado a quem usa etanol com regularidade. Sinais de Que os Bicos Injetores e o TBI Precisam de Atenção A limpeza desses componentes não tem uma periodicidade fixa como a troca de óleo ou o rodízio de pneus. O momento certo é quando os sinais aparecem e eles são específicos o suficiente para orientar o diagnóstico. Engasgamento na Arrancada Se o carro treme, hesita ou “cospe” ao sair do ponto parado, especialmente quando o motor ainda está frio, é um dos sinais mais clássicos de bicos injetores com vazão comprometida. A quantidade de combustível que chega ao cilindro não é suficiente para uma combustão regular, e o motor reage com solavancos. Marcha Lenta Instável ou Oscilante Motor que sobe e desce de rotação sozinho, sem você tocar no acelerador, com o carro parado no sinal ou estacionado com o motor ligado, esse é um sintoma muito frequente de TBI com depósito de carbono. A borboleta não consegue manter a abertura estável que o sistema eletrônico pede, e a rotação fica errática. Aumento de Consumo de Combustível Sem Explicação Aparente Se você percebeu que o carro está “bebendo mais” nos últimos meses sem nenhuma mudança no hábito de condução ou no tipo de trajeto, vale investigar o sistema de injeção. Bicos que não pulverizam bem forçam o motor a trabalhar com mistura desequilibrada e o sistema de gerenciamento eletrônico pode compensar jogando mais combustível, aumentando o consumo. Perda de Potência em Acelerações Mais Exigidas Dificuldade para ganhar velocidade em ultrapassagens, subidas ou em trechos de maior demanda sem que haja problema aparente de suspensão ou câmbio pode indicar que o motor não está recebendo a quantidade de combustível necessária para entregar a potência que o pedal pede. Como É Feita a Limpeza do TBI O corpo de borboleta é limpo com produtos específicos para remoção de carbono, aplicados diretamente no componente após sua desmontagem parcial. O processo remove a camada de “borra” depositada nas paredes internas e restaura o movimento livre da borboleta. Após a limpeza, o sistema precisa de uma recalibração da marcha lenta, procedimento feito com scanner automotivo para garantir que as rotações voltem aos valores corretos. Perguntas Frequentes sobre Limpeza de Bicos e TBI Qual a diferença entre limpeza de bicos e limpeza de TBI? São componentes diferentes com funções distintas. Os bicos injetores controlam a quantidade de combustível que entra no motor. O TBI (corpo de borboleta) controla a quantidade de ar. Posso usar aditivo no tanque em vez de fazer a limpeza profissional? O aditivo pode ajudar em casos leves, com resíduos iniciais e sintomas ainda discretos. Mas não substitui a limpeza profissional em casos de obstrução moderada a grave.  Com que frequência devo fazer a limpeza

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Calibragem de Pneu: Como Fazer Certo, Qual a Pressão Ideal e Por Que Você Provavelmente Está Errando

Você acabou de voltar de uma viagem longa, abasteceu o carro e passou em frente a um posto com compressor disponível na pista. Parou, pegou a mangueira, colocou a pressão de cabeça que lembrava de ter lido em algum lugar, acho que eram 32 libras e seguiu em frente satisfeito com a tarefa cumprida. Parece o cenário correto e prudente, não é verdade? Mas a realidade é que há pelo menos três erros mecânicos cruciais nessa cena que acabamos de descrever, e nenhum deles é óbvio para a grande maioria dos motoristas de varejo. Segundo dados consolidados do setor automotivo nacional, aproximadamente 1 em cada 3 veículos que circula diariamente pelas estradas brasileiras roda com pelo menos um dos pneus fora da pressão recomendada de fábrica. O grande perigo é que o pneu descalibrado não dói, não acende luz de advertência imediatamente no painel de modelos populares e não emite nenhum barulho perceptível no início da falha. Ele simplesmente trabalha de forma errada e silenciosa. Com o passar dos dias, esse descuido invisível destrói a borracha mais rápido do que deveria, eleva drasticamente o consumo de combustível e, no pior dos cenários, compromete o tempo de resposta da frenagem num momento de emergência na pista   Neste guia definitivo, vamos explicar como calibrar corretamente, qual é a pressão ideal para o seu carro, o segredo da física sobre pneu quente ou frio e os três erros mais comuns que você provavelmente comete sem saber.    Qual a Pressão Ideal para o Pneu do Seu Carro A primeira grande dúvida de quem encosta o carro diante do compressor é também a mais importante: qual número digitar no painel eletrônico? E a resposta mais repetida nas ruas — “eu leio o valor direto na parede lateral do pneu” — é, na verdade, um dos erros mais frequentes que diagnosticamos em nossas oficinas. Onde Encontrar a Pressão Certa: A Coluna da Porta, Não a Parede do Pneu A pressão correta para os pneus do seu veículo é uma especificação técnica de engenharia e está indicada em uma etiqueta adesiva fixada pelo fabricante. Ela fica localizada, na maioria das vezes, na coluna da porta do motorista — aquela parte da carroceria de aço que fica exposta exatamente quando você abre a porta. Em alguns modelos específicos, ela pode estar colada na parte interna da tampa do tanque de combustível ou descrita no manual do proprietário. Essa etiqueta informa a pressão recomendada de forma separada para os pneus do eixo dianteiro e do eixo traseiro. Além disso, ela apresenta valores distintos e calibrados conforme o número de ocupantes a bordo ou o volume de carga transportada no porta-malas. Por Que a Pressão na Parede do Pneu É um Erro Comum A confusão acontece porque todo pneu carrega um número estampado em alto-relevo na sua borracha lateral, como “Max. 51 PSI” ou “Max. 350 kPa”. Esse valor, no entanto, não tem nenhuma relação com a pressão recomendada para o seu carro. Essa estampa indica a pressão máxima estrutural que aquele pneu específico suporta carregar sem sofrer uma deformação perigosa ou estourar. Rodar com o pneu inflado nessa pressão máxima é excessivo para a grande maioria dos veículos de passeio. Isso reduz drasticamente a área de contato com o solo, compromete a aderência em curvas e torna a direção extremamente dura e desconfortável. Tabela Prática de Pressão por Perfil de Uso A pressão recomendada na etiqueta do fabricante é calculada para o uso urbano cotidiano dentro das condições normais. Mas existem situações de rodagem em que o ajuste manual é obrigatório:   Perfil de Rodagem e Cenário Ajuste de Pressão Necessário Impacto no Componente Uso urbano no dia a dia Siga exatamente o valor indicado na coluna da porta para o número de ocupantes frequentes. Garante o desgaste uniforme da banda de rodagem e conforto interno. Viagem longa (Carro Vazio) Mantenha a pressão indicada para o uso urbano convencional. Não há necessidade de alteração. Preserva a aderência padrão de fábrica nas rodovias. Viagem longa (Carro Carregado) Utilize a pressão indicada para Carga Máxima na etiqueta (geralmente maior no eixo traseiro). Suporta o sobrepeso das malas sem superaquecer a estrutura do pneu. Uso Off-Road (Terra ou Areia) Reduza ligeiramente a pressão com critério técnico para aumentar a área de tração. Melhora a aderência em terrenos fofos. Exige recalibragem imediata ao voltar para o asfalto.   Calibrar Pneu Quente ou Frio? A Resposta Definitiva Esta é, de longe, a pergunta mais frequente sobre manutenção preventiva de rodagem nos nossos centros automotivos. E a resposta correta possui uma explicação física simples que muda completamente o resultado do serviço. O Que Acontece com o Ar Dentro do Pneu com o Calor O ar comprimido é um gás e, por lei da física, os gases se expandem quando são submetidos ao aumento de temperatura. Quando o carro entra em movimento, o pneu sofre um atrito constante contra a superfície do asfalto. Essa fricção aquece a borracha que, por sua vez, eleva a temperatura do ar interno. O resultado direto é um aumento natural da pressão interna, mesmo sem que você tenha adicionado uma única gota de ar. Em termos práticos: um pneu que estava perfeitamente calibrado com 32 PSI quando estava frio na sua garagem, pode facilmente marcar 35 PSI ou mais após rodar alguns quilômetros em uma rodovia sob o asfalto quente de verão. Se você encostar no posto e calibrar o pneu nesse estado quente digitando as mesmas 32 libras, o compressor vai entender que o pneu está “cheio demais” e vai, na verdade, retirar ar do pneu. Quando o veículo estacionar e a borracha esfriar, a pressão real vai despencar para baixo do ideal, deixando o pneu murcho. Por Quanto Tempo Esperar Após Rodar Para garantir a precisão técnica, a calibragem deve ser feita rigorosamente com o pneu frio. A referência oficial da engenharia é de que o veículo tenha rodado, no máximo, de 3 a 5 km nos últimos 30 minutos. Se você rodou uma distância superior

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