Pneus

A HISTÓRIA DOS PNEUS

Os pneus fazem parte da nossa vida a quase 200 anos, se tornando um componente imprescindível para o funcionamento dos mais diversos meios de transporte.

Nos dias atuais, há muita tecnologia por trás do desenvolvimento dos pneus. E la no inicio,  quando os pneus foram criados isso também foi um marco tecnológico para a época. No século XIX, os meios de transporte utilizavam rodas de ferro ou madeira maciça, dessa forma a locomoção se tornava algo bem desconfortável e perigoso; e quando tentavam utilizar a borracha que até então não passava de uma “goma grudenta”, para amenizar a trepidação das rodas, ela derretia facilmente no calor ou endurecia demais no frio.

Mas por volta de 1839 Charles Goodyear buscava meios de resolver esse problema da borracha; e através de diversos experimentos ele “acidentalmente” confirmou que a borracha cozida em altas temperaturas e misturadas com enxofre, mantinha as condições de elasticidade tanto no calor quanto no frio. E por conta disso, em 1841 Charles Goodyear patenteou o processo de vulcanização da borracha.

E foi no ano de 1845 que os irmãos Michelin foram os primeiros a patentear o Pneu. Onde as primeiras etapas desse desenvolvimento foram feitas pelo Inglês Robert Willians Thompson, que dois anos mais tarde colocou uma câmara cheia de ar dentro do pneu para deixa-lo mais resistente e também proporcionando maior conforto. Mas essa “briga pela patente” dos pneus não parou por ai

John Body Dunlop no ano de 1888, percebeu o desconforto do seu filho ele enquanto andava em um triciclo que se movia com rodas de madeira maciça. Visando proporcionar um melhor conforto e dirigibilidade para o triciclo de seu filho, ele inflou alguns tubos de mangueira látex através de uma bomba de ar, envolveu os tubos com uma manta de lona para proteger e colocou em volta da roda do triciclo, criando o “Pneumático”

Esse processo de vulcanização da borracha foi revolucionário, e o desenvolvimento do pneu proporcionando mais conforto e segurança na locomoção dos transportes foi primordial para a evolução desse setor no mundo inteiro.

E aqui na Bono você encontrará a maior variedade de pneus das mais diversas marcas. Por isso afirmamos; o seu conforto e segurança está aqui!

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PARTES CONSTITUINTES DOS PNEUS

O desenvolvimento dos pneus tem se tornado cada vez mais complexo e tecnológico, visando sempre uma maior segurança e conforto do motorista. Hoje a maioria dos pneus são divididas em 3 partes principais: Banda de rodagem, Carcaça e Talão. E vamos falar um pouco sobre isso.

BANDA DE RODAGEM

E a área que fica em contato direto com o chão. Ela é produzida com uma borracha sintética, e envolve a carcaça. Esse componente quando novo, tem uma boa aderência direta na estrada e expulsão da água oferecendo uma direção muito mais segura. Ela se conecta diretamente com a estrada e sua lateral possui três áreas:

Piso – Parte direta de contato do pneu com a estrada. Proporciona aderência em todas as superfícies, estabilidade direcional e maior resistência de degaste.

Base – Fica abaixo do piso com o intuito de reduzir a resistência ao rolamento quanto ao dano estrutural da Carcaça.

Ombro – Bordas externas. Forma uma transição ideal do piso para a parede lateral do pneu.

Abaixo da banda, ainda existe a lona que permite viajar em altas velocidades. Ela é basicamente composta por um fio de nylon, coberto em borracha que gira em torno do pneu de um lado para o outro.

E também temos a parte das cintas de aço, que são fortes cordões de aço que fornecem uma rigidez ao pneu, proporcionando uma melhora na retenção da forma e estabilidade direcional; reduz a resistência ao rolamento e aumenta o desempenho quilométrico do pneu.

CARCAÇA  

Essa é a estrutura, ou também conhecida como o “esqueleto” do pneu. A carcaça amortece o pneu e contém o ar funcionando, exatamente como uma câmara de ar. É de extrema importância manter os pneus calibrados para um bom funcionamento dos mesmos, pois é esse ar e não o pneu em si que segura toda a carga do veículo. Essa parte interna é formada por:

Camada de tecido –  Rayon ou poliéster emborrachado, que controla e mantém a pressão interna pneu para manter sua forma.

Liner (Revestimento interno) – Uma camada hermética de borracha butílica que cumpre as funções de; vedar o ar internamente mantendo a pressão dos pneus, e atua como uma espécie de câmara de ar.

Parede Lateral – Conecta a banda de rodagem pelo ombro do pneu. Produzida com borracha natural, ela protege a carcaça contra danos externos.

TALÃO

O Componente do talão faz parte da estrutura de carcaça. Ele faz com que a borda do pneu fique conectado firmemente com a roda, mantendo o pneu no lugar graças a pressão do ar. O talão também é composto por três partes:

Reforço do talão – Feito em nylon ou aramida, é uma fibra sintética extremamente forte e resistente ao calor, que melhora a estabilidade direcional do veículo e proporciona uma resposta mais precisa na direção.

Apex (Ou cunha) – Um enchimento de borracha sintética estabilizador, que tem basicamente a mesma função que o reforço do talão e visa um melhor conforto direcional.

Centro do talão – Feito em arame de aço coberto por borracha, tem a função de garantir que o pneu fique firme no aro da roda.

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DESCRIÇÕES E NOMENCLATURAS DOS PNEUS

Compreender as especificações que ficam na lateral dos pneus é fundamental. Esses caracteres em alto relevo representam a identidade do Pneu, desde a sua medida até a data de fabricação; e compreender essas informações é crucial no processo de troca e compra de pneus.

Mas vamos entender um pouco mais afundo essas especificações.
Por exemplo: O pneu 195/55  R15  87W

195Largura em milímetros (mm)
55Relação entre altura x largura do pneu (0,55)
REstrutura do pneu (Radial)
15Diâmetro interno do pneu em polegadas
87Índice de carga tolerada pelo pneu; neste caso corresponde a 545kg
WÍndice de velocidade suportada pelo pneu; neste caso corresponde a velocidade máxima de 270km/h

TABELA DE ÍNDICE DE CARGA DOS PNEUS

Índice de carga Carga suportada Índice de carga Carga suportada Índice de carga Carga suportada
70 335kg 80 450kg 90 600kg
71 345kg 81 462kg 91 615kg
72 355kg 82 475kg 92 630kg
73 365kg 83 487kg 93 650kg
74 375kg 84 500kg 94 670kg
75 387kg 85 515kg 95 690kg
76 400kg 86 530kg 96 710kg
77 412kg 87 545kg 97 730kg
78 425kg 88 560kg 98 750kg
79 437kg 89 580kg 99 775kg

 

TABELA DE CÓDIGO DE VELOCIDADE DOS PNEUS

Indicador Velocidade Tolerada Indicador Velocidade Tolerada
Q 160Km/h VR 210Km/h
R 170Km/h V 240Km/h
S 180Km/h ZR 240Km/h
T 190Km/h W 270Km/h
H 210Km/h Y 300Km/h

Código “DOT”

A média de vida útil dos pneus é de cinco anos, por isso descobrir a data de fabricação é primordial para entender se o pneu já passou do prazo de troca (vencimento).

Na lateral do pneu procure identificar as letras “DOT” seguida de um conjunto de quatro números “1920” por exemplo. Os dois primeiros números representam a semana do ano que o pneu foi fabricado (no exemplo acima é a décima nona semana), e os dois últimos números são o ano de fabricação (no exemplo citado dois mil e vinte)

Assim concluímos que esse pneu foi fabricado entre os dias 10 e 16 de maio do ano de 2020.

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Não recomendamos andar com pneus com o prazo acima de 5 anos da data de fabricação, pois o veículo pode ficar exposto a alguns riscos como: volante vibrar com mais intensidade, numa curva ele pode romper perdendo o ar completamente. Por isso fique atento a essa descrição.