Combustível adulterado? Identifique e previna-se!

“A fraude de combustível no Brasil infelizmente ainda é algo bem comum”.

Atire a primeira pedra quem nunca foi abastecer em um posto sem bandeira porque o preço da gasolina estava 10 centavos mas barato que aquele “famoso” posto onde você habitualmente abastecia; mas a consequência dessa “economia” pode se tornar uma dor de cabeça a longo prazo.  Entretanto, será que existe um maneira de identificar os problemas causados no carro por conta de um combustível adulterado? Será que existe uma maneira de se prevenir antes de abastecer?

O combustível batizado reúne componentes químicos, tal como a gasolina comum; no entanto, uma das diferenciações seria a quantidade de álcool misturada. Por isso existe a gasolina formulada e a adulterada.

Gasolina Formulada é a que possui álcool anidro (sem água), em até 27% da composição da gasolina. Esse álcool tem uma função antidetonante, afim de evita que o motor bata os pinos e faça com que combustão seja mais completa. Na adulterada o álcool hidratado é misturado a gasolina comum, que já possui etanol anidro em sua formação. Esse é o tipo de adulteração mais comum.

Combustível adulterado? Identifique e previna-se!

O segundo tipo de fraude que existe, é a adição de solventes. Como os resíduos são caros demais para serem descartados, muitas vezes são utilizados na mistura com a gasolina; assim, com o poder de explosão e combustão muito alto, os solventes químicos acabam enganando o motorista, que não percebe nenhuma diferença no desempenho do motor. Porém, com o tempo esses solventes podem derreter os componentes do sistema de injeção do combustível, especialmente os que são vedados por borrachas. Essa corrosão pode causar até vazamento de gasolina e os resíduos da borracha podem entupir os bicos injetores. E trocar esses bicos injetores pode custar um pouco caro dependendo do modelo do veículo.

“Mas e o Álcool? Pode ser adulterado?”

Não pense que essas adulterações ocorrem apenas na gasolina, o etanol também pode ser “batizado”. Na maioria dos casos a adulteração do etanol ocorre que; ao invés de vender álcool hidratado acabam vendendo o metanol. O metanol é um álcool tão bom quanto o etanol, porém ele é extremamente perigoso e toxico, se ele pegar fogo por exemplo não é possível ver. Outro caso de adulteração na venda do etanol é a inserção de água em uma quantidade maior do que a permitida, que é de 6 a 7% de sua composição.

Combustível adulterado? Identifique e previna-se!

Quais os “sintomas” que o carro pode apresentar com um combustível adulterado?

Os principais indícios que o carro apresenta com combustível adulterado é: Perca de potência, ou seja, o motor está mais fraco; luz de alerta do motor aceso no painel indicando alguma anomalia, e tem grandes chances de ser algo relacionado ao combustível; alto consumo de combustível; óleo contaminado, e o mais o comum dos sintomas; falhas ao dar a partida pela manhã, que é quando o motor demora um longo tempo para esquentar. Então se você se pergunta; “Mas porque será que não está ligando?” As vezes o combustível que você colocou é fajuto.

 

“Mas será que existe um jeito de saber se combustível onde irei abastecer é adulterado?” Sim, existe!

O que poucas pessoas sabem, é que todo consumidor tem o direito de solicitar o teste de qualidade na hora de abastecer. É isso mesmo, você pode e deve pedir para o funcionário do posto realizar um teste de qualidade bem ali, na sua frente. E se algum posto por acaso se recusar a realiza-lo, você pode fazer uma denúncia na Agência Nacional de Petróleo.

Atualmente existe 6 tipos de teste que o cliente pode exigir

  1. Teste de aspecto e cor: Permite que o motorista avalie uma amostra de gasolina ou etanol em uma proveta. É importante para checar se o combustível está turvo ou com muita sujeira.
  2. Teste de volume e vasão: Permite verificar se o que está mostrando na bomba foi o mesmo que foi colocado em seu veículo.
  3. Teste da Proveta: Indica se a quantidade de etanol anidro na gasolina comum está dentro das normas exigidas de acordo com a legislação. A gasolina comum deve ter 27% de álcool podendo variar em 1% pra mais ou pra menos.
  4. Teste do termodensímetro: É um equipamento que deve estar obrigatoriamente afixado as bombas de etanol. O combustível adequado para motores tem que possuir teor alcoólico entre 92,5% e 95,4%. Observe o nível indicado pela linha vermelha, ela precisa estar no centro do densímetro, não pode ficar acima da linha do etanol.
  5. Teste de Densímetro para gasolina e Diesel: É um aparelho de vidro calibrado, que além dele são utilizados; proveta de um litro; termômetro de imersão total e uma tabela de conversão de densidades.
  6. Teste de Densímetro para massa e teor alcoólico do álcool etílico: Similar ao teste mencionado anteriormente.

 

Agora você está com todo conhecimento necessário para entender os sinais que seu carro pode apresentar quando estiver com algum combustível adulterado, e sabe o que deve fazer se desconfiar da qualidade do combustível em algum posto. Mas se por ventura você ainda assim e seu carro apresentar algum dos sintomas mencionados acima, vá até um mecânico de confiança para fazer uma verificação.

Por isso abasteça em posto de bandeira de preferência, e sempre desconfie de “promoções” com valores bem abaixo do mercado.